Maio Amarelo: Segurança viária como extensão da gestão de riscos
- 8 de mai.
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O mês de maio é marcado mundialmente pelo movimento Maio Amarelo, uma iniciativa que busca chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito. Para o setor corporativo, este tema é crítico: o deslocamento (seja em veículos da empresa ou no trajeto casa-trabalho) é uma das maiores fontes de acidentes graves e fatais que impactam as organizações.
Com a entrada em vigor da nova NR-01, a segurança viária deixa de ser um "assunto de trânsito" e passa a ser, tecnicamente, uma extensão do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Se a sua empresa exige que colaboradores se desloquem, o risco viário precisa estar no radar da gestão.
O trânsito como ambiente de trabalho
Para muitos profissionais, o veículo é o seu posto de trabalho. Por isso, a Health Manager defende que a segurança viária deve ser tratada com o mesmo rigor que a segurança dentro de uma planta industrial. Quando analisamos as causas de acidentes, percebemos que o fator humano é predominante, mas ele raramente acontece de forma isolada. Ele é influenciado pelo contexto:
Pressão por prazos e metas: Agendas sobrecarregadas levam ao excesso de velocidade e à direção imprudente.
Fadiga e sono: Jornadas extensas e falta de pausas adequadas reduzem o reflexo tanto quanto o consumo de álcool.
Distração digital: A cultura da "urgência" faz com que colaboradores sintam a necessidade de responder mensagens e atender ligações enquanto dirigem, aumentando o risco de colisões.
Fatores psicossociais e o comportamento ao volante
O estado emocional do condutor é um componente central da segurança viária. Um colaborador que sai da empresa após um conflito severo, sob forte estresse ou sentindo-se pressionado por uma liderança agressiva, não possui o mesmo foco necessário para enfrentar o trânsito com segurança.
Investir em um ambiente psicologicamente saudável e em comunicações claras reduz o nível de ansiedade do time, refletindo diretamente em uma condução mais defensiva e responsável.

Checklist de gestão viária para empresas
Para transformar o Maio Amarelo em ações práticas, a liderança deve revisar os seguintes pontos:
Planejamento de rotas: As metas de deslocamento são realistas considerando o trânsito e os limites de velocidade?.
Manutenção preventiva: O veículo é uma ferramenta de trabalho; sua manutenção deve ser rigorosa e documentada.
Cultura do relato: Os colaboradores sentem-se seguros para reportar cansaço extremo ou condições adversas do veículo sem medo de punição?.
Treinamento contínuo: Vá além do básico; promova treinamentos de direção defensiva e conscientização sobre fadiga e sono.
O papel do colaborador: autocuidado e responsabilidade
A segurança no trânsito é um pacto coletivo. No Maio Amarelo, reforçamos combinados fundamentais:
1. Desconexão total: O celular deve estar guardado. Nenhuma mensagem é mais urgente que a vida.
2. Respeito aos limites: Velocidade e sinalização não são sugestões, são barreiras de proteção.
3. Sinalização de riscos: Se você perceber que não está em condições físicas ou mentais para dirigir, comunique a liderança cedo.
No Maio Amarelo de 2026, a mensagem da Health Manager é clara: a segurança viária é uma decisão de gestão. Empresas que planejam deslocamentos, respeitam limites biológicos e promovem uma cultura de respeito colhem não apenas a redução de acidentes, mas uma operação mais estável e humana.
Neste mês, o convite é para que sua empresa olhe para fora dos portões e entenda que o cuidado com as pessoas deve continuar em cada quilômetro percorrido.



